segunda-feira, 28 de março de 2011

voltei a escrever bem?

Sigo neste paralelepípedo de rodas
E de enormes envidraçados.
Sigo para a terra onde cresci,
Tanto que gosto desta cidade,
Tanto vivi e aprendi, foi uma vida.
Descubro que não são os sítios
que nos prendem, mas as pessoas.
Na verdade são as pessoas que fazem os sítios
E que os tornam espaços onde queremos permanecer,
Onde nos sentimos em casa.
Mudei de cidade, ando pela cidade onde nasci
Senti me, a principio, deslocada, perdida, desalojada
Lisboa mais tarde passou a ser minha,
Passou, em parte, a ser casa.
Tornas a cidade mais bonita,
Tornas a cidade agradável de percorrer,
Agradável de admirar...
Em qualquer sítio que estejas, é casa.
Para mim, contigo, estou sempre em casa.
Fazes parte de mim como se sempre tivesses feito,
Preciso de ti todos os dias, és me essencial...
Preciso de ti para viver,
Pois roubaste me o coração e é em ti que ele bate.
Já fazes parte do meu passado, fazes parte do presente
E espero que continues no meu futuro, sempre!

25/Mar/2011