quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Rita . Shorty . Miguel . Lucas

Hoje tem me custado...

Custou-me, esta manhã, abandonar aquele cemitério. Cheguei, percorri-o quase todo até chegar a ti e quando cheguei deixei me derrotar. Deixei-me derrotar pela saudade que deixas, pela dor que permanece, o vazio que ficou. “Tenho saudades tuas!” – soou na minha cabeça, e as lágrimas vieram, como um rio que flui no seu leito, elas escorriam pela minha face. “Rita, nunca me deixes.” – pedi-te. “Continua a viver em mim e em todos os outros.” Nunca me vou esquecer de me lembrar de ti, é assim que te sinto presente, é assim que sinto, que apesar de me teres sido roubada que não fiquei sei ti. Há um bocadinho de ti em todos nós.

Custou-me, esta manhã, abandonar aquele cemitério. Sentada no chão ao pé de ti chorava e continuava a perguntar me o que sempre questionei desde que foste: “Porquê tu? Porque é que teve de ser assim? Porque é que não podemos continuar a sorrir juntas? Porquê...” As intermináveis questões da vida. Às quais nunca iremos obter mais do que um “Porque foi assim...”.

Custou-me levantar-me, custou-me “encarar-te” mais uma vez, custou-me não poder ouvir-te mais uma vez...


Foi bom chegar ao pé daqueles que me fazem sorrir e o sombrio da manhã desaparecer. Foi bom ter jogado com eles.

Foi bom ver-te sorrir pela flor, foi bom rir contigo. É bom proporcionar momentos felizes enquanto os podemos viver. Gostava de ainda poder ter os bons momentos que tenho contigo Shorty, com a Rita. A ela de nada me serve oferecer uma flor, não posso vê-la sorrir por isso. Quero aproveitar contigo, com todos os verdadeiros amigos, o que não pude aproveitar com ela. Se eu soubesse o que sei hoje, teria aproveitado melhor cada segundo passado contigo, teria repetido tantas vezes um “Gosto muito de ti, Rita”. Não sei sequer se alguma vez o disse na realidade. Mas pensei milhares e infinitas vezes nisso, desejei dizer-to na última vez que vi o teu sorriso tão perto do meu. Estávamos a voltar a fortalecer os nossos laços. Ficou tudo por dizer e um abraço por dar.


Custou-me sair da capital, deixar-vos aí todos, mesmo que por uns dias. A caminho do metro lutava contra as lágrimas. Derrotaram-me mais uma vez.

A certa altura do caminho adormeci. Acordei estremunhada, não sabia quanto tempo tinha passado, não sabia onde estava. Só sabia o que sentia e sentia-me pessimamente! Enquanto dormia, acho que sonhei; e ao acordar tinha o pensamento vazio, mas mesmo vazio.

Consegui finalmente pensar. E pensei em todo o meu dia, pensei nos meus mais que tudo que me fazem sentir tão bem! Sinto-me afortunada por ter-vos comigo e poder estar com vocês e poder dizer-vos todos os dias o quanto gosto de todos. Quero aproveitar cada minuto, cada segundo para vos ver sorrir a meu lado!

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